quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Noite de núpcias

11/01/2011
Quando as luzes se apagaram
e nada mais se via
os pássaros se recolheram
e o sol já se escondia

Senti uma aproximação
Algo perto, inerte, indeciso
Não sabia se via em minha direção
ou se me deixava ir tomando uma decisão

Nossos corpos gélidos, moviam-se
com movimentos ornamentados de sutileza
tentando agradar, adivinhar
o que se queria, o que aconteceria

Quando nos encontramos finalmente
estrelas explodiram, o céu caía,
Tudo novo renascia, num baile, numa música
uma orquestra alta, desordenada, algo inexplicável,

uma orquestra de amor, de desejos
acabara de ser criada, consumada
o que era gélido tornara-se quente 
ardente, motivado
e tudo parecia escrito, parecia fácil,
simples e ordenado.

Agora, de repente,
nossas mentes atordoadas
cobertas de nada
nossas línguas inexpressíveis
Cada palavra, desnecessária, indecifrável
insuficiente,
Nada servia, nada prestava,
nada descrevia
a sensação de agora
minha vida ser sua e
sua vida ser minha.

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